Fomentar o empreendedorismo feminino é fundamental para que as mulheres possam aumentar seus rendimentos, gerar empregos, ter sustentabilidade no mercado e, sobretudo, ser independentes e protagonistas de suas vidas

Nos últimos dois anos, a proporção de mulheres empreendedoras que são “chefes de domicílio” passou de 38% para 45% 

Não é de hoje que as mulheres conquistaram o mercado de trabalho, driblando os obstáculos de gênero. Ainda hoje, algumas dificuldades ainda se apresentam na trajetória das mulheres que desejam empreender. No entanto, a categoria MEI apresenta algumas soluções que têm como principal objetivo estimular o empreendedorismo feminino. 

Para Luana Figueiredo, que é mãe das gêmeas Bárbara e Bruna, de 8 anos, a decisão de começar a empreender não foi fácil. Apesar de dividir as tarefas com o marido, ela afirma que se sentia mais sobrecarregada, principalmente quando ainda trabalhava em uma empresa sem horários flexíveis. 

Diante da necessidade de ficar mais tempo em casa, Luana decidiu abandonar o cargo. 

“A minha intenção, no entanto, nunca foi parar de trabalhar. Eu gosto da dinâmica do mercado de trabalho, mas precisava de uma alternativa mais coerente com a minha realidade. Assim, descobri a categoria MEI, que me proporcionava autonomia e flexibilidade de horários, tudo o que eu precisava no momento!”, conta a vendedora. 

Hoje, Luana trabalha em casa, é uma microempreendedora individual e conseguiu equilibrar a vida profissional com os compromissos familiares.

 

MATERNIDADE

Mas, para estimular o empreendedorismo feminino, é fundamental que se discuta a maternidade. Ao trabalhar na informalidade, muitas mulheres enxergam a gravidez como um problema, uma vez que não contam com benefícios previdenciários que assegurem o salário maternidade. 

Quando a mulher faz a opção de ser uma microempreendedora individual, esse benefício torna-se um direito, desde que as parcelas do boleto DAS estejam em dia e a mulher tenha, no mínimo, dez meses de contribuição. 

“Eu pretendo ter mais um filho em breve. Quando descobri que a MEI tinha direito ao salário maternidade, fiquei muito aliviada. Isso significa que, apesar de trabalhar por conta própria, eu não estou desamparada”, compartilha Luana. 

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ESTATÍSTICAS 

As análises feitas pelo Sebrae mostram que as mulheres empreendedoras são mais jovens e têm um nível de escolaridade 16% superior ao dos homens. Números que comprovam que o empreendedorismo representa uma importante alavanca para o empoderamento feminino. 

As mulheres empreendedoras representam hoje 48% dos MEI, atuando principalmente em atividades de beleza, moda e alimentação. Quanto ao local de funcionamento do negócio, 55,4% das MEI estão sediadas em casa.

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“Quando notei que não conseguiria conciliar meu emprego formal com a maternidade, entrei em pânico. Imaginei que perderia minha independência econômica. Não queria de forma alguma depender do meu marido. A categoria MEI me permitiu empreender e, assim, ser dona de minha própria história”, finaliza a vendedora Luana. 

CURIOSIDADE

A taxa de inadimplência das mulheres é inferior à registrada por homens, 3,7% para mulheres contra 4,2% para os empresários.

Além disso, dados do Sebrae mostram que 44% das mulheres formalizadas empreendem por necessidade, como para superar o desemprego ou aumentar a renda.

Grande parte delas abre um negócio não porque teve uma ideia genial ou porque sonhava com isso, mas porque precisou começar a vender doces ou fazer o cabelo da vizinha para ganhar dinheiro. 

Diante dessa necessidade, a categoria MEI mostra-se como uma ótima oportunidade para driblar os obstáculos do mercado de trabalho e, assim, manter a independência econômica do público feminino, o que impacta diretamente no processo de empoderamento. 

Quando se tem a intenção de estimular o empreendedorismo feminino, é preciso abranger todos os possíveis contextos do gênero feminino. Oferecendo benefícios previdenciários, flexibilidade, facilidade na obtenção de crédito e autonomia de decisão, a categoria MEI incentiva as mulheres a buscarem sua independência e a protagonizarem a própria vida. 

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