Os últimos cinco meses, período em que o Brasil vem enfrentando os efeitos da pandemia do novo coronavírus, têm sido marcados por um crescimento do número de empreendedores que buscam formalizar seus negócios

 Entre 31 de março e 15 de agosto, foram feitos 784,3 mil registros no Simples Nacional. Esse número é 0,8% superior ao registrado no mesmo período do ano passado

Desde março, vivemos uma realidade totalmente diferente daquela que experimentamos nos anos anteriores. A pandemia de coronavírus transformou nossas relações, mas, acima de tudo, mostrou que a economia é algo mutável e, muitas vezes, imprevisível, podendo nos apresentar surpresas boas e ruins. 

Um exemplo de uma imprevisibilidade foi o crescimento da categoria MEI em meio à crise. Enquanto muitos grandes negócios fechavam suas portas, muitos decidiram empreender por conta própria, criando um CNPJ e optando pelo Simples Nacional. 

Dados do Portal do Empreendedor revelam que, entre 31 de março e 15 de agosto, foram feitos 784,3 mil registros no Simples Nacional. Esse número é 0,8% superior ao registrado no mesmo período do ano passado. 

Mas, afinal de contas, por que a categoria MEI cresceu mais em 2020, quando comparada aos anos anteriores?

O registro de novos microempreendedores individuais não perdeu força na quarentena, tanto que o Brasil chegou à marca de 10 milhões em meio à pandemia. Os especialistas dizem que essa tendência deve continuar devido aos impactos econômicos da covid-19. Por isso, o chamado empreendedorismo inicial tem tudo para atingir uma marca histórica no Brasil este ano, com um em cada quatro brasileiros envolvidos na abertura de um negócio.

Segundo o Sebrae, 37% dos brasileiros sonham em abrir o próprio negócio, 46% veem boas oportunidades nessa ideia e 62% dizem que já têm até os conhecimentos necessários à empreitada. Muitas pessoas decidiram se reinventar na quarentena.

Alguns dos principais motivos que levam ao crescimento do número de MEIs no Brasil é a facilidade de se formalizar e o baixo valor de impostos pagos mensalmente. Isso permite que pequenos negócios, tão sonhados e planejados, saiam do papel. 

Maria Aparecida tem 65 anos e é manicure há mais de 2 décadas. Sempre trabalhou na informalidade, mas, o número de clientes começou e a crescer e ela viu uma oportunidade de abrir um espaço com maior estrutura e capacidade de atendimento. 

“Eu nunca imaginei que pudesse ser empreendedora, porque nunca tive nenhuma noção de empreendedorismo. Achava que era muito complicado, não entendia nada. Quando vi uma oportunidade, me apresentaram a categoria MEI. Foi tudo muito simples e rápido. Por isso, senti que era capaz. Abri o meu espaço e, hoje, já até contratei uma funcionária no regime CLT. É uma conquista muito grande para mim”, compartilha conosco a manicure. 

Mas, a Maria Aparecida não foi a única mulher a tomar frente nos negócios. Hoje, mais de 50% da categoria MEI é composta por mulheres de 25 a 34 anos. 

De acordo com dados do Portal do Empreendedor, mais de 46% dessas mulheres têm ensino médio completo e não têm medo de fracassar no primeiro negócio. 

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Benefícios da categoria MEI para quem começou a empreender agora 

Trabalhar de forma regularizada não é bom apenas para o governo. Para o empreendedor existem muitos benefícios, principalmente no que tange os direitos trabalhistas. Veja alguns dos benefícios ao se regularizar:

  • Aposentadoria por idade: mulher aos 60 anos e homem aos 65, observado o período de carência, que é tempo mínimo de contribuição de 180 meses, a contar do primeiro pagamento em dia; especificamente para esse benefício, mesmo que o segurado pare de contribuir por bastante tempo, as contribuições para aposentadoria nunca se perdem, sempre serão consideradas para a aposentadoria 
  • Auxílio doença e Aposentadoria por invalidez: são necessários 12 meses de contribuição, a contar do primeiro pagamento em dia. É importante saber que, em relação ao benefício auxílio-doença e aposentadoria por invalidez, nos casos de acidente de qualquer natureza ou se houver acometimento de alguma das doenças especificadas em lei, independe de carência a concessão desses dois benefícios.
  • Salário-maternidade: são necessários 10 meses de contribuição, a contar do primeiro pagamento em dia.

Fonte: Portal do Empreendedor 

O perfil do MEI no Brasil 

Já sabemos que a categoria está crescendo muito, principalmente em 2020, mas, quem é MEI no Brasil, hoje?

Uma pesquisa realizada pelo Sebrae conseguiu reunir algumas características importantes, que podem te estimular a se formalizar como microempreendedor individual, quando você perceber que se encaixa no perfil. 

  • 43% dos MEIs têm um estabelecimento fixo 
  • 25% trabalham porta a porta 
  • 13% atendem na internet 
  • 7% fazem televendas e usam os Correios 

Quais as principais atividades?

  • 7,8% são cabeleireiros e manicures
  • 7,4% vendem roupas e acessórios
  • 4,4% trabalham em obras de alvenaria 

Alguns números importantes 

  • 25% da população brasileira deve ser classificado como um empreendedor inicial até o final deste ano
  • O Brasil é o quarto país com mais empreendedores iniciais do mundo, atrás apenas da China, Equador e Guatemala 

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